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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Por que a imagem do Blu-ray é melhor do que a da TV a cabo?

Entenda o motivo pelo qual os vídeos dos canais de TV de alta definição e dos serviços de streaming não alcançam a qualidade dos filmes em Blu-ray.

Desde o lançamento da tecnologia Blu-ray — que foi impulsionada pelo PlayStation 3 —, as fabricantes e os grandes estúdios prometem que os filmes neste formato oferecem a melhor qualidade em imagem e áudio. As propagandas alarmam o enorme salto na definição dos vídeos, notando sempre que a resolução passou de 480p para 1080p.
Assim como as mídias físicas, as operadoras de TV a cabo e os serviços de streaming por internet também evoluíram. Muitas companhias de televisão anunciam pacotes com uma infinidade de canais HD. Na web, diversos portais de vídeo (como o YouTube) e locadoras virtuais (como o Netflix) oferecem os vídeos com resolução 1080p.
Por que a imagem do Blu-ray é melhor do que a da TV a cabo? (Fonte da imagem: Reprodução/Netflix)
Na teoria, todas essas mídias alcançam qualidades muito parecidas, mas, na prática, sabemos que não é bem desse jeito. É notável que os vídeos transmitidos via streaming e os conteúdos das TVs a cabo oferecem qualidade muito inferior à dos filmes em Blu-ray. Mas, afinal, por que isso acontece? O que essas mídias têm de tão especial?

1080p não quer dizer muita coisa

Primeiramente, vale esclarecer que a resolução de um vídeo não representa nada além da quantidade de pixels que serão exibidos na tela. Sim, 1920x1080 pixels é uma resolução excelente, sendo a mais elevada para a reprodução de conteúdo na maioria dos televisores LCD, LED e Plasma — salvo exceções, como os modelos 4k.
Por que a imagem do Blu-ray é melhor do que a da TV a cabo? (Fonte da imagem: Tecmundo/Baixaki)
Se compararmos um vídeo em 1080p com outro em 720p, as diferenças de “qualidade” serão nítidas — mesmo em telas de dimensões reduzidas. Um arquivo com resolução de 1920x180 pixels exibe mais do que o dobro de pixels de outro com resolução de 1280x720 pixels.
Vale notar que um mesmo espaço está sendo preenchido com menor quantidade de pixels (quando é usada a resolução de 720p), ou seja, cada pixel acaba ganhando um tamanho físico maior. Uma mesma região que poderia exibir 2,25 pixels (de um vídeo em 1080p) acaba mostrando apenas um pixel (de um vídeo em 720p).
No entanto, a qualidade de um vídeo não é ditada por sua resolução. Quer um exemplo? Você pode pegar um vídeo em 480p e converter para a resolução 1080p. Qualquer software dos mais básicos vai esticar os pixels e aumentar a resolução do clipe, oferecendo como saída um arquivo em “alta definição” (que, na verdade, vai ter o conteúdo totalmente distorcido). Veja um exemplo:
Por que a imagem do Blu-ray é melhor do que a da TV a cabo?Ampliar Amplie a imagem para ver as diferenças (Fonte da imagem: Reprodução/Create Blog)
Aqui, é importante lembrar que as TVs a cabo e serviços de streaming dificilmente trabalham com o padrão 1080p — mas a lista de opções Full HD vem aumentando. A maioria ainda patina, por limitações de hardware e de transmissão, com vídeos em 720p ou 1080i — se você não sabe a diferença, confira nossa explicação.
Moral da história: a resolução não é o fator fundamental na qualidade, e tanto a HDTV quanto alguns serviços de streaming são limitados e não conseguem reproduzir conteúdo com a mesma resolução dos filmes em BD (Blu-ray Disc).

O “bitrate” é o fator fundamental

Sim, a definição da imagem está diretamente ligada à resolução, mas o que realmente define a qualidade dos vídeos é a taxa de bits. Esse número expressado em Mbps (megabits por segundo) revela justamente a quantidade de dados (no caso, em megabits) que é transmitida em um determinado tempo (em um único segundo).
Por que a imagem do Blu-ray é melhor do que a da TV a cabo? Frame de vídeo do iTunes (topo) e o mesmo frame em Blu-ray (Fonte da imagem: Reprodução/ArsTechnica)
Essa quantidade de dados serve para definir a “qualidade” (definição, nitidez, fidelidade de cores e outros detalhes) de um conjunto de frames (que somados resultam em um segundo de vídeo). Cada segundo de vídeo é composto por uma quantidade de quadros que costuma variar conforme a mídia ou serviço.
Os filmes em BD, no geral, contam com 24 frames por segundo. As TVs a cabo costumam trabalhar com 30 frames por segundo. Tirando essa questão dos quadros por segundo, a conta é um bocado simples: quanto mais bits compõem os frames de um segundo, mais perfeita fica a imagem.
Vamos a um exemplo: quando você vai salvar uma imagem no Photoshop, é possível definir a qualidade — quanto maior a qualidade, menores as chances de danificar o conteúdo original da imagem. Assim, você pode imaginar que quanto maior o bitrate, menos imperfeições vão aparecer.

Nem mesmo o Blu-ray oferece o máximo em qualidade

O Blu-ray não consegue comportar um filme de alta definição (1080p) sem codecs. Dessa forma, as gravadoras usam o MPEG-4, o MPEG-2, o AVC, o H264 e outros recursos para diminuir a taxa de bits do vídeo e reduzir o tamanho dos arquivos. Dessa forma, mesmo preservando muito da qualidade, os vídeos em Blu-ray não são perfeitos.
Devido às limitações de disco (o espaço para armazenamento do BD de camada dupla é de 50 GB) e de hardware (leitura e processamento de dados dos leitores de BD), as mídias Blu-ray geralmente trazem vídeos comprimidos com um bitrate de 30 Mbps — sendo que, segundo o Video Help, o bitrate máximo é de 40 Mbps apenas para a faixa de vídeo.
Por que a imagem do Blu-ray é melhor do que a da TV a cabo?Ampliar Blu-ray e Streaming de 15 Mbps (Fonte da imagem: Reprodução/Andrew Robinson)
Apesar de reduzir um pouco a qualidade, as mudanças no conteúdo são mínimas e é inegável que o Blu-ray arrasa streamings e canais de TV de alta definição. O Netflix, por exemplo, utiliza o codec VC1AP para codificar os vídeos de alta definição. Segundo informações no site do serviço, a taxa de bitrate máxima oferecida é de 7 Mbps em Super HD (que é o 1080p).
Quanto aos canais de televisão, o bitrate varia conforme a tecnologia e a operadora que transmite o sinal. Conforme notícia da BBC, a transmissora já utilizou codificadores que ofereciam vídeos com 9,7 Mbps, mas também chegou a trabalhar com dispositivos capazes de transmitir sinais com bitrate elevado a 16 Mbps.
Por que a imagem do Blu-ray é melhor do que a da TV a cabo?Ampliar Blu-ray e diferentes qualidade de Streaming (Fonte da imagem: Reprodução/Andrew Robinson)
É importante notar que, salvo exceções, as TVs a cabo não oferecem aparelhos com saída de vídeo em 1080p — confirmamos a informação nos aparelhos da Claro TV HD e da NET HD. Essa limitação se deve, em suma, à inexistência de canais que transmitam com tamanha qualidade. O raciocínio é lógico: não adianta aumentar a resolução e manter o mesmo bitrate.

O Blu-ray ainda deve reinar por um tempo

Este papo sobre a qualidade superior das mídias de Blu-ray poderia ser prolongado por longas horas, ainda mais se colocássemos os filmes 3D e a resolução 4K em pauta. Todavia, nossas explicações já são suficientes para você compreender o porquê de as TVs a cabo e os sites da web não oferecerem a mesma qualidade.
Para que a TV a cabo possa oferecer a mesma qualidade de um filme em Blu-ray, as operadoras (e os canais) devem dobrar ou triplicar a qualidade — que agora você chama de bitrate — dos conteúdos transmitidos e começar a trabalhar com vídeos em 1080p. A Netflix, por outro lado, terá que melhorar quatro ou cinco vezes os vídeos em “Super HD”.
Por que a imagem do Blu-ray é melhor do que a da TV a cabo? (Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia)
Claro, no âmbito da internet, ainda devemos considerar que o consumidor precisará melhorar sua conexão para algo superior a 30 Mbps para poder desfrutar de qualidade similar à de um Blu-ray via streaming. Por ora, teremos de nos contentar com o que temos e, se quisermos desfrutar de filmes com a máxima qualidade, não teremos outra opção além dos Blu-rays.

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terça-feira, 28 de maio de 2013

Sony traz oficialmente seu serviço Music Unlimited para o Brasil

Serviço pode ser usado em diversos tipos de aparelhos eletrônicos.


Sony traz oficialmente seu serviço Music Unlimited para o Brasil (Fonte da imagem: Divulgação/Sony)
Com o intuito de aumentar seu portfólio de produtos e serviços no Brasil em virtude da Copa do Mundo de 2014, a Sony realizou hoje (28) uma coletiva de imprensa para anunciar as novidades que a empresa trará para as terras tupiniquins a partir do segundo semestre deste ano.
Além de novos modelos de smartphones e de seu Xperia Tablet Z, a companhia traz oficialmente a partir de hoje o Music Unlimited, seu serviço de streaming de áudio que pode ser usado em qualquer dispositivo (TVs, celulares Android, PS3, PS Vita etc.). O anúncio foi feito por Alexandre Schiavo.
Ao fazer uma assinatura de R$ 7,99 (plano básico) ou R$ 14,99 mensais (plano premium), o usuário tem acesso a mais de 20 milhões de faixas da biblioteca de áudio da Sony. A coleção é atualizada constantemente e traz inclusive obras de artistas brasileiros. O serviço já estará embarcado nos novos celulares Xperia SP e Xperia L.

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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Como funciona o imposto em compras internacionais no Brasil?

Entenda quais são os impostos que você paga e quais são as justificativas para que existam tributações nas compras internacionais.


Compras no exterior: saiba quando vale a pena comprar
Superphones, tablets com processadores potentes e computadores com configurações de primeira linha. Os consumidores que estão acostumados a acompanhar os últimos lançamentos do mundo tecnológico no Baixaki, muitas vezes ficam desapontados por descobrirem que um determinado produto não será vendido no Brasil ou sequer tem previsão de chegar ao país.
A solução encontrada por muitos é recorrer às lojas internacionais que trabalham com entrega de produtos no Brasil. Embora os preços em dólar ou euro, somados com valores altos de frete, muitas vezes fiquem ainda abaixo dos praticados por muitos produtos vendidos por aqui, existe a probabilidade de sua compra ser tributada atendendo a um decreto do Ministério da Fazenda.
Contudo, muitos usuários, temerosos de pagar um valor que não sabem ao certo qual é sobre uma mercadoria, muitas vezes deixam de fazer as suas compras no exterior.
Embora exista a possibilidade de o produto entrar no país sem que você pague a tributação, entender quais são os impostos que incidem sobre as mercadorias é uma maneira de tornar sua compra mais segura, resultando num valor final que esteja dentro dos seu orçamento.

Por que pagamos impostos sobre importação?

O leão estã atento às compras internacionais
Antes que você imagine que pagar tributação sobre um produto importado é algo injusto, é importante analisar por qual razão impostos como esse existem. Basicamente, os impostos que incidem sobre as operações de importação visam proteger o mercado interno brasileiro.
Por exemplo, suponha que você queira comprar um aparelho de celular nos Estados Unidos. Embora o modelo específico recém-lançado por lá ainda não exista aqui, existem modelos similares, com menos recursos, mas que se enquadram na categoria celular, fabricados no Brasil.
Assim, caso todo mundo optasse por comprar apenas no exterior, os produtos brasileiros seriam deixados de lado, gerando prejuízos para os fabricantes nacionais, desaquecimento no mercado interno e, consequentemente, aumento no desemprego. Para que isso não ocorra, ou ao menos possa ser minimizado, o governo regula essas transações tributando os produtos.
Sobre cada categoria de produto incidem impostos distintos. Os mais comuns, no caso das compras pela internet, são o II (Imposto de Importação), IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Entendendo o Regime de Tributação Simplificado

Tributaçãoe um mecanismo de defesa do mercado interno
O sistema de tributação nas importações é regulado pelo RTS (Regime de Tributação Simplificada). Graças a esse Decreto-Lei (n° 1804/80), ao fazer compras no exterior cujo valor seja inferior a US$ 500, é aplicado sobre o produto uma alíquota única sobre a mercadoria.
Na prática, o que isso significa? Simples. Some o valor do produto que você comprou com o valor do frete. O percentual da tributação sobre a encomenda é de 60%. Um exemplo: um celular que custe US$ 250 e tenha mais US$ 50 de frete, pode ser tributado em até US$ 180. Todo esse percentual é destinado ao governo federal.
Além disso, alguns estados cobram ICMS sobre a mercadoria. O percentual é variável, indo mesmo da isenção até tarifas de 10% sobre o valor total já com impostos. Voltando ao nosso exemplo: o celular de US$ 250, com frete de US$ 50 e tributação de US$ 180, totalizando US$ 480, se comprado em um estado como a Bahia, que tem uma alíquota de 10% de ICMS, pode chegar a US$ 524.
Algumas mercadorias, contudo, são isentas de tributação: livros, jornais e periódicos, de acordo com o artigo 150 da Constituição Federal, e encomendas enviadas de pessoa física para pessoa física e com valor declarado inferior a US$ 50 não pagam a alíquota de 60%.

É possível escapar da tributação?

Com altos volumes, o leão tributa por amostragem
Em tese, nenhum produto que se enquadrasse nas características citadas acima deveria escapar da tributação. Entretanto, você já deve conhecer casos de pessoas que compraram pela internet produtos de alto valor e não foram tributadas. Da mesma forma, usuários com compras de preço baixos muitas vezes acabam pagando a tributação, como previsto em lei.
Isso acontece pela seguinte razão: atualmente, o volume de importações realizadas pelos brasileiros é enorme, muito maior do que o número de fiscais disponíveis para avaliar cada uma das encomendas recebidas. Assim, a solução encontrada para que os produtos não se acumulassem nos depósitos da Receita Federal foi a de realizar o processo por amostragem.
Ou seja, de cada grupo de produtos, apenas alguns são analisados e, consequentemente, tributados. Assim, ao menos nesse caso, a sorte pode estar ao seu lado e a sua mercadoria pode chegar a suas mãos sem que seja preciso pagar algum tipo de tributação. Considere como uma bonificação ou uma espécie de desconto do seu orçamento original.
Entretanto, caso sua encomenda seja pega em uma situação como essa, a mercadoria, em vez de ir para a sua casa, irá para a agência dos Correios mais próxima à sua residência. Você receberá uma correspondência informando da tributação e deverá pagá-la, direto nos Correios, para poder retirar seu material.

Conferindo o valor do tributo

Fique atento ao valor da sua tributação
Caso o seu produto seja tributado é preciso ficar atento ao valor do imposto a ser pago. A tributação pode ocorrer de duas formas distintas. A mais comum delas é quando a fiscalização se baseia no valor declarado do produto, constante na nota fiscal ou na documentação anexa. Nesse caso o imposto é cobrado sobre o valor declarado.
Contudo, pode ocorrer de o fiscal que analisa a sua mercadoria não concordar com o valor descrito na encomenda. Em casos como esses, ele é autorizado a abrir a sua encomenda e atribuir um novo valor a ela. Sobre esse novo valor é que será calculada a alíquota.
Assim, ao chegar a uma agência do Correio, verifique o valor sobre o qual você está pagando a alíquota. Caso você não concorde, é possível recorrer e pedir revisão dos valores. O mais comum é que, caso você prove o valor da compra, a alíquota cobrada incida mesmo sobre o valor original do produto.
A mesma lógica serve para desmistificar uma característica que se tornou comum entre os importadores ou aqueles que recebem muitas mercadorias do exterior. Muitos afirmam que, caso você declare o produto como gift (presente) essa alíquota acaba não sendo cobrada pela fiscalização. Essa informação não procede.
Caso o fiscal julgue necessário, ele poderá abrir a sua encomenda declarada como gift e atribuir um valor à mercadoria. Da mesma forma, para retirá-la dos Correios você precisará pagar a alíquota ou recorrer. Independente do valor final atribuído, no final das contas, você acabará tendo o produto tributado.

A carga tributária é alta. Vale a pena importar?

Pesquisa cada produto para ver se é vãlida ou não a importação
A carga tributária que incide sobre os produtos importados pelos brasileiros é alta. Reformas tributárias vêm sendo discutidas há muito tempo no Congresso Nacional e no Senado, mas é pouco provável que tenhamos mudanças significativas nesse cenário ao menos em 2011.
Porém, ainda assim, em muitos casos é válido importar produtos para o Brasil. O primeiro aspecto que você deve levar em consideração é a disponibilidade da mercadoria em questão por aqui. Caso exista um similar nacional, se colocarmos as alíquotas tributárias em um comparativo, é provável que a diferença de preços entre eles seja pouco significativa.
Todavia, produtos que não disponham de concorrentes ou modelos idênticos por aqui, podem opções interessantes de importação. Discos de Blu-ray, aparelhos eletrônicos, itens de coleção e outras mercadorias de produção limitada ou não fabricadas no país são objetos a serem considerados para compra no exterior.

Impostos sobre eletrônicos

Menos impostos podem significar aumento no volume de importações
Em recente entrevista na Campus Party Brasil 2011, o Ministro das Comunicações Paulo Bernardo declarou que estuda a possibilidade de diminuir a carga tributária sobre os tablets no Brasil. As mudanças na classificação do produto poderiam reduzir em até 30% os preços. Da mesma forma, o projeto Jogo Justo luta pela reclassificação dos games no Brasil, fato que também reduziria os preços praticados no país.
Cada produto tem as suas características específicas e, por isso, cada caso deve ser analisado em separado. O Baixaki já abordou como funcionam os impostos de eletroeletrônicos no Brasil neste artigo e, se você quiser se aprofundar no tema, vale a pena a leitura.
Entretanto, vale lembrar que mesmo aspectos técnicos de tributação ainda suscitam dúvidas entre fiscais, consumidores e juristas. Por isso, o melhor conselho é, antes de efetuar uma compra, fazer o cálculo dos possíveis impostos incidentes sobre o valor máximo possível. Se, ainda assim, a compra valer a pena ou justificar a necessidade, siga em frente sem medo.
..... 
Você costuma fazer compras internacionais pela internet com frequência? Já enfrentou algum problema relacionado com a tributação de mercadorias? Participe deixando seus comentários sobre as suas experiências em importações.

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domingo, 26 de maio de 2013

5 máquinas de cartão e apps para seu celular receber pagamentos

Dispositivos e aplicativos eliminam a necessidade de uma máquina de cartão comum ou aluguel do equipamento.

5 máquinas de cartão e apps para seu celular receber pagamentosMáquinas de cartão omuns podem estar com os dias contados. (Fonte da imagem: Reprodução/Diário de PE)
Muitos comerciantes e autônomos costumam rejeitar pagamentos com cartão de crédito por conta das taxas cobradas em cada transação e do aluguel de maquininhas que eles precisam pagar. Entretanto, essa prática pode cair em desuso caso alguma dessas formas de pagamento que vamos descrever se popularize.
Como já publicamos no início deste ano, alguns leitores de tarjas magnéticas portáteis entraram no mercado brasileiro. Eles se conecta a aparelhos Android e iOS e facilitam a vida de quem precisa receber pagamentos com cartões com alguma frequência. Fora esses dispositivos, existem também alguns apps que fazem o mesmo serviço sem a necessidade de usar qualquer aparelho. Elencamos quatro opções que podem facilitar a sua rotina de trabalho.

1. PagCom

Iniciando suas operações em fevereiro deste ano, o PagCom vende um pequeno leitor de tarjas magnéticas que permite ler cartões de crédito e, junto com um aplicativo no smartphone, é possível aceitar pagamentos através da internet. Com ele, você consegue até registrar a assinatura do cliente na tela do aparelho e mandar o comprovante para o email dele. Essa plataforma está disponível para Android e iOS e conta com outras máquinas portáteis que também aceitam débito, mas são mais caras.
5 máquinas de cartão e apps para seu celular receber pagamentos (Fonte da imagem: Reprodução/PagCom)

2. PagSeguro UOL

Funcionando basicamente da mesma forma que o dispositivo anterior. O PagSeguro UOL conta com um pequeno aparelho que se conecta à entrada para fones de ouvido do dispositivo Android ou iOS. Depois de instalar o app do serviço no smartphone, você liga sua conexão com a internet e pode aceitar pagamentos no crédito da mesma forma que o PagCom.

3. UniPay

Este outro item é simplesmente um aplicativo para smartphones Android, Windows Phone e iOS que permite receber pagamentos pelo celular. Como aqui não existe o leitor de cartões, você precisa digitar o número do cartão de crédito do seu cliente e seguir com os demais passos enquanto está conectado à internet.

4. PagPop

Este é outro aplicativo para Android e iOS que permite fazer praticamente a mesma coisa que o item anterior. Nesta ferramenta não é preciso usar ou comprar o leitor de cartões, mas, por isso, é necessário digitar os números dos cartões. Além do smartphone, essa plataforma pode ser usada através de uma ligação telefônica ou pelo navegador no seu computador.
5 máquinas de cartão e apps para seu celular receber pagamentos (Fonte da imagem: Reprodução/PagPop)

5. Vivo e PayPal

Existem ainda outras formas de receber pagamentos por celular não atreladas ao uso de apps ou equipamentos. A operadora Vivo, em parceria com a PayPal, por exemplo, também oferece um serviço parecido que não precisa de uma conexão com a internet. Dessa forma, não interessa se você possui um Android, iOS ou um Nokia 2112, pois isso funciona por códigos USSD/SMS.

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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Android: como conectar controles físicos ao seu mobile

Chega de besuntar a tela do seu gadget: emparelhe os joysticks do Xbox 360, PlayStation 3 e Wii com o seu Android.

Android: como conectar controles físicos ao seu mobileO Dualshock 3 funciona também via Bluetooth. (Fonte da imagem: Reprodução/1.bp)
Smartphones e tablets têm ganhado cada vez mais robustez – não é raro encontrar mobiles que superam, em termos de hardware, desktops ou notebooks um pouco mais ultrapassados. Vários núcleos, telas em alta definição e a presença de GPUs no corpo dos portáteis transformaram os gadgets em centrais de processamento verdadeiramente potentes.
Assim, rodar jogos que exigem alto desempenho de determinados itens em smartphones ou tablets tornou-se possível; conectar um ou outro mobile a uma TV de alto poderio gráfico é uma prática bastante comum nos dias atuais. Todavia, às vezes não é possível aproveitar a jogatina de forma integral: um controle físico, destacado do dispositivo portátil, realmente faz falta.
Estariam os consoles enfrentando um tipo de crise? Mesmo não sendo possível responder precisamente a essa pergunta, fato é que o mercado de jogos para mobiles tem crescido em ritmo acelerado. Prova disso são as diversas opções de joysticks compatíveis com gadgets disponíveis mundo afora (confira uma lista de 7 controles para iOS e Android clicando aqui).
E que tal conectar ao seu Android um controle físico? Neste tutorial, você vai aprender a emparelhar os joysticks dos consoles Xbox 360, PlayStation 3 e Nintendo Wii com o seu mobile. Contudo, antes de ditarmos os passos que deverão ser seguidos para que a conexão seja realizada, alguns esclarecimentos precisam ser feitos.

Lista de requisitos:

DualShock 3

Para conectar o controle do PlayStation 3 ao seu mobile, os seguintes itens deverão estar ao alcance das suas mãos:
  • Dualshock 3 (controle de PlayStation 3);
  • Aplicativos Sixaxis Compatibility Checker, Sixaxis Controller e Sixaxis Pairing Tool;
  • Um Mobile “rooteado*”, com Android acima de 2.2 instalado; e
  • Um sistema operacional Windows**.
*Você sabe como fazer root no seu Android? Se não, clique aqui e acompanhe um tutorial detalhado feito pelo Tecmundo e aprenda, em instantes, a “desbloquear” o seu aparelho.

Android: como conectar controles físicos ao seu mobile (Fonte da imagem: Reprodução/Stuff)
** Parece ser possível também utilizar o Linux para realizar esse procedimento. Se você deseja obter mais detalhes sobre esse SO, clique aqui e confira um passo a passo (em inglês) sobre como instalar e usar a ferramenta Sixpair.

Controle de Xbox 360 + Android

Ainda menos aparatos são necessários se o objetivo é plugar o seu controle do console da Microsoft ao sistema operacional Android:
  • Controle com fio de Xbox 360;
  • Cabo OTG*; e
  • Android 4.0 ou superior instalado.
Android: como conectar controles físicos ao seu mobile (Fonte da imagem: Reprodução/Phonebuff)
*O cabo OTG possui duas entradas e funciona como um tipo de adaptador. Com ele, é possível conectar o fio do seu controle de Xbox 360 à entrada micro USB do seu smartphone ou tablet.

Wiimote + Android

O controle do Wii, console da Nintendo, também pode ser emparelhado com o Android. Confira os três itens necessários:
  • Um Wiimote;
  • O aplicativo Wiimote Controler App; e
  • Versões de Androids entre 2.0 e 4.1*.
*Se você possui uma versão 4.2 no seu mobile, talvez o MOGA (controle desenvolvido especialmente para Android) ainda seja uma melhor opção – leia aqui uma notícia que traz detalhes acerca desse joystick alternativo.Android: como conectar controles físicos ao seu mobile (Fonte da imagem: Reprodução/Androidzone)
Depois de listados os requisitos mínimos necessários ao emparelhamento entre os três tipos de controles e mobiles que contam com o sistema operacional Android (ver versões adequadas para cada um dos joysticks), é hora de arregaçarmos as mangas e partirmos logo para o passo a passo sobre como manter a tela do seu gadget livre de marcas durante a jogatina.

Como fazer: DualShock 3 + Android

Todos os requisitos físicos estão devidamente à sua disposição, certo? Então mãos à obra:

Passo 1: verificando a compatibilidade

Antes mesmo de instalar os demais aplicativos listados pela relação de requisitos básicos para o devido emparelhamento deste controle, você deverá fazer o download do app Sixaxis Compatibility Checker em seu gadget – como o próprio nome sugere, esse software vai verificar se o seu mobile suporta ou não os recursos oferecidos pelos Sixaxis Pairing Tool e Sixaxis Controller.Android: como conectar controles físicos ao seu mobileApós instalar o aplicativo (disponível neste link bem como na Android Market), ative o Bluetooth do seu smartphone ou tablet. Inicie o Sixaxis Compatibility Checker pressionando o botão “Start” e aguarde o software verificar a condição do seu aparelho; se a mensagem “Your device appears to be supported” aparecer, seu gadget poderá admitir o emparelhamento ao DualShock 3.

Passo 2: prepare seu Windows

Agora, instale no seu computador Windows o programa Sixaxis Pairing Tool. Depois de iniciado, o texto “Current Master: Searching” deverá aparecer na primeira tela dessa nova ferramenta. Isso significa que o programa vai, como será demonstrado pelo passo seguinte, procurar e configurar o seu controle. Para baixar o Sixaxis Pairing Tool, clique aqui ou execute o download diretamente através deste link.Android: como conectar controles físicos ao seu mobile (Fonte da imagem: Reprodução/Cnet)
Nota
: se você está tendo algum tipo de problema ao instalar a versão 0.2.3 de Sixaxis Pairing Tool, tente baixar e rodar esta alternativa.
Ao plugar seu DualShock 3 via cabo USB ao Windows – e com o Sixaxis Pairing Tool rodando devidamente no seu computador – a mensagem “Current Master: Searching” deverá ser alterada; o seguinte código vai ser provavelmente mostrado: xx:xx:xx:xx:xx:xx (configuração comum do PlayStation 3).

Passo 3: consulte o código do seu mobile

Sua próxima tarefa vai ser baixar o Sixaxis Controller no seu mobile e alterar então o código do controle. Para tanto, acesse este link, ative o novo aplicativo e, na última opção mostrada pela barra de navegação, visualize o número mostrado pela barra “Local Bluetooth Adress”.Android: como conectar controles físicos ao seu mobileFeito isso, insira o código mostrado pelo Sixaxis Controller na caixa de diálogo de Sixaxis Pairing Tool “Change Master” (software instalado no seu PC) e clique em “Update”. Esse procedimento vai capacitar o seu DualShock 3 a se comunicar com o seu Android 2.2 ou superiores.

Passo 4: teste e finalização (imagem acima)

Aguarde o Sixaxis Pairing Tool finalizar o processo de emparelhamento (alteração de código do controle) e desconecte o seu DualShock 3 do computador; é hora de colocar as configurações feitas à prova e ativar, finalmente, o joystick junto ao seu mobile. Já com o controle solto, aperte o botão PS/Home para ativar o Bluetooth — as setas direcionais já deverão estar funcionando.
Para finalizar o processo e determinar o controle como ferramenta de navegação, selecione a opção “Sixaxis Controller” no campo “Change Imput Method” em seu mobile.

Passo 5: mapeando botões

Ainda com o Sixaxis Controller aberto, pressione o botão “Menu” e siga em Preferences > Imput Mappings > 1st Controller mappings. Essa opção já conta com algumas configurações nativas, mas é possível alterá-las de acordo com a sua vontade.Android: como conectar controles físicos ao seu mobilePara mapear completamente os botões do seu controle, você pode utilizar outro aplicativo: clique aqui e baixe o MD.emu – que permite o total mapeamento do joystick.
Se você ficou com alguma dúvida, certamente o vídeo (em inglês) produzido pela equipe do site Cnet vai ajudar. Nele, os passos 3 e 4 estão invertidos e mesclados – o procedimento, contudo, é exatamente o mesmo detalhado acima.


Importante: apesar de o método de emparelhamento funcionar plenamente na maioria dos aparelhos que contam com os requisitos mínimos acima listados, alguns gamers têm relatado problemas ao usar certos modelos de celulares com os três tipos de joysticks mencionados.

Plug and play: controle de Xbox 360 + Android

Em vez de baixar aplicativos e verificar se o seu dispositivo pode suportar os recursos possíveis de joystick (como no caso do DualShock 3), para conectar um controle de Xbox 360 ao seu Android 4.0 ou superior você vai precisar apenas de um cabo OTG.

Passo único: plugue e jogue!

Mas atenção: certifique-se de possuir, em seu mobile, pelo menos a versão 4.0 do Android. E, é claro, adquira um cabo OTG para o seu controle com fio do console da Microsoft. Observadas essas condições, apenas faça as devidas conexões, espere uma notificação que pode ou não aparecer na tela do seu gadget e pronto. Jogue.


Assista ao vídeo acima e veja como conectar um controle de Xbox 360 a um Android 4.0 ou superior é fácil. No clipe, a demonstração é feita em um Samsung Galaxy S3. Com esse mobile, os jogos GTA 3, Max Payne, Shine Runner e Dead Trigger, de acordo com David Rahimi, que aparece fazendo os testes, funcionaram de forma plena.

Wiimote + Android

Conforme mencionado, o aplicativo Wiimote Controller funciona adequadamente em Androids que variam entre as versões 2.0 e 4.1. Dessa forma, antes de baixar o app, assegure-se de ter um dos respectivos sistemas operacionais instalados em seu mobile.

Passo 1: instalando o aplicativo

Antes de tudo, ligue o Bluetooth do seu mobile. Depois, clique aqui para fazer o download do app Wiimote Controler ou baixe-o diretamente da Play Store. Instale o software em seu gadget e, então, inicie-o.Android: como conectar controles físicos ao seu mobileUma vez ativado, o Wiimote Controller vai oferecer apenas duas opções em sua tela inicial. Primeiramente, clique em “Init and Connect” e segure simultaneamente os botões 1 e 2 do seu joystick; em alguns instantes, a conexão vai ser feita.

Passo 2: selecione o Wiimote e configure-o

Estabelecida a conexão entre o controle e o seu mobile, clique agora sobre o botão “Select WiiControllerIME”, segunda opção mostrada na interface inicial do app Wiimote Controller. Selecione em “Preferences”, no topo do aplicativo ou clicando em “Menu”, a opção “Swith after disconnect” – este recurso vai fazer com que o Wiimote seja automaticamente desligado sempre quando não estiver sendo usado.Android: como conectar controles físicos ao seu mobile
Para mapear os botões do joystick, ative novamente a aba “Preferences” e pressione a barra “1st Controller mappings”. Todos os botões do Wiimote estarão listados e você pode então configurá-los da maneira que quiser.
Há ainda uma segunda alternativa de configuração de controles — alguns jogos oferecem, em suas preferências, tal opção. Abra seu game, navegue pelas configurações (“Settings”) e encontre a função “Key Mapping”; toque a tela do seu mobile para selecionar uma ação e aperte, no controle, o botão correspondente a ela. Mapeie assim todo o joystick, salve as alterações feitas e divirta-se!
Abaixo, vídeo que demonstra de forma bastante rápida e objetiva como se deve emparelhar o Wiimote ao Android (da versão 2.0 à 4.1).


É preciso deixar claro que alguns aplicativos não são gratuitos, como o Sixaxis Controller (R$ 5,03) e o Sixaxis Pairing Tool (R$ 6,53) para o Dualshock 3. O Wiimote Controler App, por outro lado, é gratuito. Você pode encontrar o cabo OTG em diversos sites de compra com preço em torno de R$ 10.

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terça-feira, 21 de maio de 2013

Xbox One: tudo o que você precisa saber sobre o novo console

Confira tudo o que foi divulgado até o momento sobre a plataforma que marca a estreia da Microsoft na nova geração.

Após a Nintendo e a Sony terem revelado suas armas para os próximos anos, chegou a vez da Microsoft revelar ao mundo sua nova plataforma. Apresentando durante um evento realizado na sede da empresa em Redmond, o Xbox One tem o objetivo se tornar a nova central de entretenimento de sua sala de estar.
Para isso, a fabricante investiu em parcerias com empresas de entretenimento e na integração do console com o Kinect e com o sistema SmartGlass para entregar uma experiência sem precedentes. Neste artigo, você confere tudo o que já foi divulgado sobre a plataforma até o momento e descobre o que podemos esperar sobre ela nos próximos meses.

Visual e hardware totalmente novos

Ao contrário do que aconteceu na apresentação do PlayStation 4, a Microsoft entrou em campo preparada para revelar a forma final do novo Xbox. O resultado é um console com um formato quadriculado que vem acompanhado pela nova versão do Kinect, acessório que possui um design visual semelhante.
(Fonte da imagem: Divulgação/Microsoft)
Também houve mudanças no controle do dispositivo, que ganhou um direcional digital modificado e teve sua parte traseira ligeiramente alterada. Segundo a Microsoft, o periférico também vai contar com um novo sistema de resposta que pretende tornar mais confortável a jogabilidade de games que dependem muito de seus gatilhos — além disso, o dispositivo vai contar com uma bateria integrada a seu anterior, dispensando a compra de acessórios adicionais.
A fabricante preferiu não se estender muito no que diz respeito às especificações do console, se limitando a divulgar alguns dados básicos sobre o novo produto. Segundo a empresa, toda a experiência vai ser baseada no kernel do Windows, o que deve proporcionar uma transição confortável entre os diferentes conteúdos suportados pela plataforma.

Especificações técnicas

Processador de oito núcleos construído de forma personalizada pela Microsoft;
  • GPU: chip D3D 11 com 32 MB de memória;
  • 5 bilhões de transistores;
  • Arquitetura nativa de 64-bit;
  • 8 GB de memória RAM;
  • HDD de 500 GB para o armazenamento de dados;
  • Leitor de Blu-ray e DVD;
  • Conexões USB 3.0;
  • Conexão Ethernet, compatibilidade com redes 802.11n e WiFi Direct;
  • Conexão HDMI com suporte a resoluções 1080p e 4K;
  • Preço e data de lançamento ainda não divulgados.
Segundo a Microsoft, o poder do novo Xbox atinge o nível da “ciência de foguetes espaciais”. Na prática, isso significa que a novidade deve apresentar um poder de fogo semelhante ao que será visto no PlayStation 4, confirmando os rumores de que a próxima geração será marcada por plataformas mais balanceadas no que diz respeito a seus hardwares.

Sua nova central de entretenimento

Com o Xbox One, a Microsoft reforça o posicionamento que já havia tomado com o 360. A intenção é que o novo produto não se trate somente de um video game, mas sim de uma central de entretenimento que pode ser aproveitada por toda a família — não é à toa que a empresa promoveu a novidade como “The All-in-One Experience” (a experiência tudo em um, em uma tradução livre).
(Fonte da imagem: Divulgação/Microsoft)
Isso significa que o novo console vai ter um espaço ainda maior para a reprodução de programas de televisão a cabo, filmes sob demanda e músicas presentes em seu HD. Yusuf Mehdi, vice-presidente sênior da Microsoft Interactive demonstrou como um novo sistema baseado em gestos e comandos de voz vai permitir fazer a transição rápida entre os diferentes conteúdos disponíveis.
O destaque nesse sentido é o recurso “Snap Mode”, que permite usar a lateral da tela para realizar tarefas adicionais. Enquanto você está assistindo a um filme, por exemplo, é possível abrir espaço para realizar uma conversa através do Skype ou acessar uma janela de buscas que revela mais detalhes sobre o roteirista ou o ator principal da produção.

Xbox One: a TV mais interativa

Outra novidade apresentada pelo console é o sistema “Trending”, que registrar informações sobre as atividades que você mais realiza para fornecer recomendações que possam agradá-lo. Através de uma aba dedicada, também é possível ver quais as produções que mais atraem os demais usuários do console ou simplesmente ver o que os seus amigos estão curtindo no momento.
(Fonte da imagem: Divulgação/Microsoft)
Além disso, a Microsoft desenvolveu uma nova forma de lidar com os guias de programação antigos. Usando somente controles de voz, você pode acessar sua lista de favoritos, trocar de canais ou conferir o horário no qual seu show favorito vai estar disponível — recursos que também se aplicam ao sistema de compra de conteúdos por demanda.
A empresa de Redmond anunciou uma parceria com a NFL que vai permitir que fãs de futebol americano acompanhem em tempo real as estatísticas de seus atletas e times favoritos. Toda vez que alguém marcar um ponto ou obter uma vitória, o sistema criado pela companhia vai enviar uma notificação no canto de sua tela avisando sobre essa mudança.

Halo: a série de televisão

Para confirmar o foco maior que o Xbox One vai dar a conteúdos televisivos, Nancy Tellen, da Microsoft Entertainment e Bonnie Ross, da 343 Industries, confirmaram que a empresa vai produzir uma série inspirada em Halo. A produção executiva vai ficar a cargo de Steven Spielberg, que durante muito tempo foi ligado a rumores sobre um possível longa-metragem inspirado no jogo.
(Fonte da imagem: Divulgação/Microsoft)
Poucos detalhes foram divulgados sobre a produção, a não ser o fato de que ela vai ser estrelada por atores reais. Ao que tudo indica, os capítulos da produção devem ser disponibilizados primeiro aos assinantes da Xbox LIVE para só depois ganhar espaço em emissores tradicionais ou em produtos como DVDs e discos de Blu-ray.

Kinect: o centro da experiência

A nova versão do Kinect vai ser o verdadeiro responsável pela experiência oferecida pelo Xbox One. Segundo a Microsoft, o aparelho foi aprimorado a ponto de não só captar de maneira mais precisa os movimentos de cada usuário, como agora consegue até mesmo detectar a quantidade de batimentos cardíacos deles.
(Fonte da imagem: Divulgação/Microsoft)
A empresa promete que bastará a você sentar em seu sofá e falar uma palavra para que o dispositivo detecte a sua identidade e carregue automaticamente suas preferências. Na prática, isso garante a possibilidade de alternar rapidamente entre diferentes perfis de uso, cada um com seus jogos, saves e programas de TV favoritos exibidos em destaque.
O novo dispositivo deve ser ainda mais focado em conversações do que o modelo disponível atualmente, o que vai permitir usar uma gama maio de frases para controlá-lo. Para possibilitar que todos aproveitem dessas novidades, a empresa afirmou que todos que comprarem o Xbox One também vão levar o Kinect para casa — ou seja, o novo aparelho não deve contar com uma versão sem o acessório, como acontece atualmente.

Uma nova Xbox LIVE

Com o lançamento do Xbox One, a LIVE também deve passar por uma transformação. Segundo a Microsoft, atualmente 15 mil servidores são responsáveis por providenciar a experiência online vista no 360 — até o novo console chegar às lojas, esse número já vai ter saltado para 300 mil máquinas.
Usando uma assinatura semelhante àquela disponível atualmente (a empresa não divulgou nenhuma informação sobre mudanças em seu sistema de cobrança), você não só vai poder acessar jogos online e conteúdos por streaming, como vai contar com novas ferramentas para compartilhar conteúdos.
(Fonte da imagem: Divulgação/Microsoft)
Segundo a fabricante, o Xbox One vai apresentar ferramentas de gravação e edição integradas que vão permitir a você divulgar seus momentos de glória em seus jogos favoritos. Além disso, a empresa prometeu um sistema de conquistas remodelado, a partir do qual será possível obter mais informações sobre as condições em que uma marca foi obtida — tudo para que você possa se gabar para seus amigos com mais propriedade.
Para completar, o console deve incorporar recursos de partida multiplayer assíncronas e oferecer novas ferramentas de busca. A partir de agora, não será mais preciso entrar em um jogo para verificar quem está jogando ele e quais as melhores salas disponíveis — assim, você poderá saltar de um confronto em FIFA diretamente para as arenas de combate de Call of Duty sem ter que voltar ao menu inicial da plataforma.

E os jogos?

Durante a apresentação do Xbox One, a Microsoft chamou ao palco Phil Spencer, do Microsoft Studios, que apresentou ao mundo os primeiros relances de Forza Motorsport 5. Segundo ele, o novo capítulo da famosa franquia de corridas deve chegar às lojas no mesmo dia que o novo console.
Também foi apresentado o primeiro trailer de Quantum Break, game inédito do Remedy Studios, desenvolvedora responsável pela criação das séries Max Payne e Allan Wake. Em ambos os casos, o que pudemos ver parecia se tratar mais de cenas não interativas do que os jogos rodando em tempo real.
Já a Electronic Arts, representada por Andrew Wilson, da EA Sports, teve um espaço maior na apresentação do Xbox One. Entre os títulos da empresa que tem lançamento confirmado para a nova plataforma estão os novos capítulos das franquias FIFA, Madden, UFC e NBA Live — todas elas contando com o novo motor gráfico Ignite Engine.
Outro anúncio foi feito por Eric Hirshberg, o CEO da Activision, que subiu ao palco para apresentar ao mundo mais informações sobre Call of Duty: Ghosts. Contando com a colaboração de Stephen Gaghan, roteirista de filmes como “Syriana” e “Traffic”, o novo game da franquia aposta no ineditismo para chamar a atenção dos consumidores.
(Fonte da imagem: Divulgação/Microsoft)
Além de marcar a estreia de uma nova engine, o game apresenta uma trama e personagens totalmente desconhecidos dos fãs. O único aspecto que vai continuar inalterado é o fato de que todos os DLCs programados para o jogo devem ter pelo menos um mês de exclusividade no novo Xbox.
Para finalizar, a Microsoft confirmou que está investindo em um grande número de propriedades intelectuais que devem fazer sua estreia na nova plataforma. Segundo ela, dos 15 títulos exclusivos confirmados até o momento, 8 deles se tratam de franquias nunca vistas antes.

Títulos confirmados até o momento

  • FIFA 14;
  • Madden NFL;
  • NBA Live;
  • UFC;
  • Call of Duty: Ghosts;
  • Forza Motorsport 5;
  • Quantum Break;
  • Watch Dogs;
  • Thief;
  • Battlefield 4;
  • Assassin’s Creed 4.

Conexão constante? Depende de cada desenvolvedora

Para deixar mais tranquilos os consumidores, a Microsoft confirmou que o Xbox One não vai exigir uma conexão constante com a internet para poder ser utilizado. Porém, conectar o console à rede mundial de computadores vai resultar em diversas vantagens para o consumidor.
(Fonte da imagem: Divulgação/Microsoft)
Segundo Don Mattrick, diretor de negócios interativos da empresa, vai caber às desenvolvedoras estabelecer as exigências necessárias para jogar os títulos da plataforma. Caso algum estúdio deseje assim, será possível barrar totalmente a jogatina offline — mesmo modos que não dependem da internet para funcionar, como o single player.
Em outras palavras, embora o Xbox One não exija uma conexão constante com a internet, muitos de seus jogos devem apresentar essa característica. Porém, a responsabilidade sobre utilizar ou não esse recurso recai unicamente no ombro das desenvolvedoras, já que a Microsoft não exige que essa característica seja seguida por todos os jogos do console.

Instalação obrigatória e restrições a jogos usados

Entre os veículos que puderam conferir a nova plataforma de perto está a Wired, que descobriu que todos os títulos da plataforma vão exigir uma instalação para funcionar. Segundo a Microsoft, não será preciso esperar que o processo finalize antes que seja possível jogar, já que o console é capaz de lidar com ambas as tarefas de forma simultânea.
(Fonte da imagem: Divulgação/Microsoft)
Outro ponto que chama atenção é o fato de que cada game que você jogar vai ficar atrelado a sua conta na Xbox LIVE. Dessa forma, cada título da plataforma poderá ser aproveitado por somente um único dono — caso o disco seja repassado à outra pessoa, será preciso que ela pague uma pequena taxa à Microsoft para que seja possível instalar seu conteúdo.
Questionada sobre a possibilidade de que o consumidor que adquiriu o jogo usado simplesmente decida não pagar para instalá-lo, a empresa não deu uma resposta sobre o que ele deve fazer. Dessa forma, tudo indica que o Xbox One deve representar uma grande mudança para as locadoras e para o mercado de games usados.

Quando eu posso ter um?

A Microsoft encerrou a apresentação do novo console afirmando simplesmente que ele deve ser lançado até o final de 2013. Até o momento, a companhia não forneceu qualquer informação sobre o preço que será cobrado pela plataforma, tampouco falou sobre a possibilidade de que ele seja vendido em um modelo de assinaturas semelhante àquele adotado por muitas operadoras de telefonia.
Ao que tudo indica, essas informações só devem ser reveladas durante a E3 2013, evento que acontece em junho deste ano. Além de divulgar mais informações sobre o novo video game, a companhia deve aproveitar a feira de tecnologia para apresentar mais detalhes sobre os jogos que estão sendo preparados para o console.

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